sexta-feira, 7 de agosto de 2015

“Redes sociais deram voz a legião de imbecis” Umberto Eco

Resultado de imagem para os imbecis


Com o avanço das novas tecnologias de comunicação (internet, celular, redes sociais, TV a cabo entre outras) percebemos o avanço de uma multidão de pessoas que antes no máximo comentavam suas opiniões em rodas de amigos mesmo assim após alguns goles e que agora simplesmente enchem as redes sociais com mensagem, imagens e videos curtos, como se fosse uma propaganda rápida que vemos em outdoors. 
A internet e os avanços de comunicação são as maiores conquistas do progresso e também social que homem poderia ter, afinal hoje quase todos podem acessar praticamente quase tudo em questão de informação e comunicação, estamos numa quase democracia da informação e comunicação. Mas como praticamente quase tudo na vida, também tem o lado negativo, se antes buscávamos informações em bibliotecas, livrarias ou em coleções de livros, hoje com apenas alguns clicks temos acesso a quase tudo praticamente pronto, não filtramos o que é verdade ou somos atentados a pegar somente aquilo que justifique nossas opiniões e com isto não há conteúdo, somos totalmente parciais, as opiniões se transformam em apenas embalagem sem conteúdo. E o pior é que todos aqueles imbecis que antes vomitavam suas asneiras em bares ou grupos de família, colocando suas idéias sem fundamentos para alguns poucos, agora alcançam milhares e até milhões de devotos, seus pré-conceitos, seu ódio e sua forma de vida medíocre acabam reverberando com maior intensidade, são inúmeros comentários sem qualquer compromisso com a verdade, com o respeito ao outro, com a paz ou simplesmente com o respeito a nossa inteligência, o pior é que há uma multidão muito maior de seguidores formando uma verdadeira rede de comentários e respostas que demonstram a total falta de nexo com a realidade.
Sou defensor número um  da liberdade de expressão, desde que seja com responsabilidade, não sou a favor de nenhum tipo de censura, mas sou a favor de que sejamos julgados pela lei por qualquer comentário que cause ofensas e prejuízos aos outros. Uma forma de filtrarmos estas imbecilidades que inundaram a internet é sempre pesquisar fontes realmente confiáveis, ler e interagir sobre os assuntos que te interessam, não ficar com opinião superficial, mas buscar em biografias confiáveis, opiniões de intelectuais ou assistir programas ou vídeos de debates sobre determinado assunto.


segunda-feira, 18 de maio de 2015

A vida como ela é ou a vida que queremos aparentar ter?



Vivemos numa sociedade em que somos a todo momento avaliados. Somos avaliados por todos e  por tudo. Somos avaliados pelas nossas opções: religiosas, sexuais, músicais, as roupas, a linguagem, o que comemos, com quem conversamos, o nosso modo de andar, de falar, de agir, de cumprimentar, de questionar, de cantar, o curso que vamos fazer, as pessoas que formam nossos ciclos de amizade, nossas ações, nossa casa, nosso carro, nossos filhos ... enfim, tudo passa pelo crivo do outro.
A vida que levamos é uma vida autêntica ou somos guiados pelo outro? Vivemos com a liberdade que temos ou somos escravos da sociedade em que estamos? Somos donos do nosso nariz (como diz o ditado) ou simplesmente seguimos como uma manada a maioria? Acreditamos naquilo que realmente achamos certo ou buscamos aprovação de um certo grupo para continuarmos no caminho menos pedregoso? Lemos, assistimos e divertimos nos locais e com as pessoas que realmente temos certa afinidade ou simplesmente seguimos o protocolo? Questões polêmicas como legalização do aborto, legalização da maconha, legalização da eutanasia, casamento homoafetivo entre outros assuntos, discutimos com argumentos construidos pela nossa história ou somos levados por opniões de um grupo de comunicação dominante? Escutamos a opinião divergente ou ficamos confinados em um grupo que nos apoia? Enfim o que realmente somos ou achamos que somos?
Uma coisa é certa, é bem mais fácil nadar conforme a correnteza, ficar na superficialidade é menos traumático, não desgasta, nem precisa dedicação e tempo de estudos para debater.
Vivemos numa sociedade do espetáculo, somos pressionados a seguir a boiada, mesmo que o fim seja o matadouro.
Mas voltando no título: A vida como ela é ou a vida que queremos aparentar ter? Prefiro viver autenticamente, sem mascaras ou hipocrisias, sem preconceitos, sem mentiras, com posições firmes, sem ficar em cima do muro, mesmo que o meu posicionamento me leve por momentos de constrangimentos ou complicações. A vida é melhor quando a vivemos na sua plenitude, sem ser obrigado a dar explicações a opinião alheia. O que importa é o que penso, o que sinto, o que gosto, o que faço, os outros são apenas os outros. Lembro do filme Formiguinha Z, quando a formiga operária Z vê todo o formigueiro dançando de um forma metodica, disciplinada e ordenada, quando ela questiona que não gostava daquele geito de dançar e começou a dançar de forma diferente. Assim é a vida que levamos, temos a opção de sermos um integrante do grupo, obediente ao sistema, as normas, as leis, a moral,  a religião, a opnião pública ou simplesmente vivermos as nossas vidas com liberdade e principalmente com responsabilidade.

sábado, 14 de março de 2015

"Prefiro ser escravo de uma democracia solitária do que de uma ditadura disfarçada" Caio Rossan

Para todos os imbecis, idiotas e com o QI baixo que apoiam a volta da ditadura militar ou o rompimento da democracia, saibam ao menos um pouco de nossa História, afinal a última ditadura no Brasil teve 21 anos de duração e terminou em 1985. Saibam também que uma ditadura sendo ela militar ou civil sufocam a diversidade e liberdade.
Lembro-lhes que nas ditaduras no Mundo atual, um dos principais meios utilizado e a censura em todos os meios de comunicação e internet, esta mesma internet em que muitos estão apoiando este tipo de regime.
"Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova."
Mahatma Gandhi

As fotos abaixo é para não esquecermos o que uma ditadura poderá fazer com aqueles que divergem do governo.













domingo, 8 de março de 2015

Uma crise política, econômica e principalmente um teste de nossa democracia


O Brasil está passando por um momento de grande turbulência econômica e política. O governo da presidente Dilma cometeu graves erros econômicos e políticos ao longo de seus 4 anos do primeiro mandato. O ministro da fazenda Mantega não soube contornar a falta de crescimento econômico de nossa economia, utilizou dinheiro público para financiar gastos com o setor elétrico, não repassou os aumentos dos subsidio do petróleo para as bombas, não economizou e principalmente não ouviu os grandes economistas no que se refere a receitas, mesmo que amargas, para retomar a economia. Isto tudo se deve a manutenção do poder, o objetivo principal foi se reeleger. Foi reeleita e agora sim foi buscar em um economista ortodoxo uma receita muito pior do que poderia ter feito ao longo de seu primeiro mandato, não precisaria cortar direitos trabalhistas fundamentais caso estivesse economizado e previsto esta crise, afinal todos sabiam que em algum momento o Brasil iria sofrer este problema. Mesmo que alguns itens bem pontuais devem ser verificados e revistos, mas não para obter receitas de emergência. Na questão política, a presidente demonstrou falta de experiência na "arte de fazer política", coisa que tão bem faz o ex-presidente Lula, ela se distanciou de seu principal cabo eleitoral o próprio Lula e do seu partido o PT, além de se afastar do principal partido aliado o PMDB, inclusive deixando de lado o seu vice Michel Temer.
Agora com a crise da Petrobrás , com a rebeldia de sua base aliada, de sua pouca popularidade e da crise econômica, além do afastamento de setores civis que sempre apoiaram o PT, a palavra impeachment está sendo utilizado principalmente pela oposição e por grupos da direita conservadora que se alastra pelas redes sociais.
Mesmo com todos os problemas citados acima, mesmo com o ódio que está se alastrando nas redes sociais e em grupos da direita e da extrema direita, não podemos cair no "canto da sereia" e colocar em questionamento nossa estrutura democrática que está jovem, porém de certa forma fortalecida. O direito a liberdade de expressão está garantido, porém ao tentarmos retirar do poder um presidente da república simplesmente por que não concordamos, ou por que queriamos outro candidato só demonstra o quanto a população que apoia o impeachment não conhece de política e muito menos de História. Afinal, isto tem um nome, chama-se Golpe, são facistas que querem o poder a todo custo, sem levar em consideração o que a maioria decidiu. Claro que buscarão, como sempre fizeram, argumentos sem nexo para justificar esta atitude. Um exemplo que ficou marcado na nossa história foi o impeachment do presidente Collor, que após ser destituído do poder o STF o inocentou, o que o derrubou foi falta de apoio político, a população foi levada por setores conservadores do congresso da grande mídia a irem as ruas para questionar seu mandato, muitos que protestavam não tinham a mínima noção do que estava acontecendo, foram simplesmente levados como uma manada que segue o percurso sem saber onde estariam indo.
O congresso está repleto de pessoas que buscam tirar proveito pessoal com toda esta crise, um golpe de estado com a falsa impressão de legitimidade colocará em cheque toda as conquistas que obtivemos ao longo destes 30 anos após a ditadura militar.
Afinal de contas a presidente Dilma foi eleita pela maioria, a oposição perdeu. Só que eles não estão aceitando a derrota. Parece até campeonato na qual após a derrota, buscam ganhar no tapetão.
Até a data de hoje (não sabemos o que virá nos desdobramentos da operação Lava Jato) não há nenhum argumento ou prova que possa colocar em cheque o mandato da presidente da República.
O ódio que tenho observado nos últimos meses é de uma parte da população que não aceita os avanços sociais que foram conseguidos ao longo de 12 anos de governo de esquerda. Queiram ou não, o Brasil saiu de uma posição vergonhosa com relação a pobreza e se tornou destaque no mundo inteiro com o seu (com críticas) programa de distribuição de renda e valorização do salário mínimo, não foi atoa que o governo ganhou de forma esmagadora no Nordeste a eleição. Alguns dirão que é esmola, eu digo que somente aquele que passou fome sabe o que é ter a certeza que irá se alimentar. E a população vota de acordo com o que acontece no seu dia a dia, um exemplo e como os aumentos nas contas de luz e na gasolina, além do aumento do preço dos alimentos tem ocasionado reclamações e uma queda consideravel na popularidade do governo.
Volto a repetir, o impeachment neste momento só interessa aqueles ligados ao poder que irá se beneficar diretamente e o restante que apoiam não tem o menor conhecimento da palavra Democracia e liberdade, além de demonstrar a total falta de conhecimento do que é uma ditadura.
"Quando o passado não ilumina o futuro, o espírito vive em trevas."
Alexis de Tocqueville

Dia internacional das mulheres, uma luta por direitos


"No dia 8 de março de 1857, em uma fábrica de tecidos de Nova York, operárias decidiram fazer greve para reivindicar melhores condições de trabalho, pois cumpriam jornada de 16 horas diárias. Elas também pediam equiparação salarial com os homens, que chegavam a ganhar três vezes mais exercendo a mesma função. A greve, porém, não foi bem sucedida. Como forma de represália, a polícia trancou as mulheres dentro da fábrica e ateou fogo. Mais de 100 delas morreram carbonizadas."http://www.jb.com.br/sociedade-aberta/noticias/2015/03/08/dia-internacional-da-mulher-a-luta-continua/
Devemos sempre lembrar desta data não simplesmente comemorando com abraços, beijos, presentes e homenagens, mas principalmente sobre questões e reflexões sobre as condições sociais, psicológicas e culturais destas mulheres ao longo da História e atualmente, buscando melhores caminhos que devem ser trilhados para o futuro próximo. Jamais excluindo-as de direitos e principalmente eliminar qualquer discriminação por questão de gênero.
Alguns fatos históricos merecem destaque: podemos perceber que até o meio do século XX, a mulher esteve sob a dominação masculina em quase todos os aspectos, sendo considerado um ser inferior e tendo papel secundário na sociedade e na família, como por exemplo a de cuidar da casa e dos filhos,  ficando a vida pública a cargo do homem. A nossa sociedade foi construída sob os pilares do machismo, do patriarcalismo e da submissão delas diante deles. Sendo totalmente excluídas das coisas básicas e fundamentais atualmente para a construção e formação humana, como a educação, o direito a liberdade de expressão, de votar e ser votada, direito de querer casar e com quem elas quiserem, direito de ter ou não filhos, direito de ir e vir, direito de se vestir da forma que acharem melhor, direito de se relacionar com pessoas do mesmo sexo, direito de escolher suas profissões, direito de ser candidata a qualquer cargo político ou privado, enfim elas foram “escravizadas” e dominadas pelo homem.
Apesar de todas as conquistas democráticas e de liberdade ao longo de nossa história, como as Revoluções Americana, Francesa, Inglesa, o Iluminismo entre outros tantos, podemos ver claramente o atraso dos avanços dos direitos das mulheres. A conquista do voto na Nova Zelândia aconteceu em 1893, na Austrália 1902, Finlândia 1906, na Noruega em 1913,  na Inglaterra 1918, no Brasil 1933 e na França (o berço do iluminismo e da racionalidade) somente em  1945, sem contar a Suíça 1971 e em pleno século XXI alguns países do oriente médio ainda negam este direto.
Na questão cultural e religiosa, vemos a exclusão nas principais religiões, em alguns ramos do islã elas não podem estudar, nem sair de seus lares com o rosto descoberto, não podem dirigir ou exercer várias profissões, em outras culturas são submetidas ainda criança a mutilação sexual (algumas culturas na áfrica os bebês temo clitóris cortado e a vagina costurada de forma que fique um orifícion do tamanho de um grão de feijão, quando são selecionadas para o casamento o homem utiliza uma lâmina para abrir a costura, a mutilação tem como objetivo tirar da mulher o prazer). No catolicismo elas tem papel secundário na condução da igreja, não podem ser ordenadas a nenhum cargo importante na Igreja. A Bíblia  cristã citam as mulheres de forma submissa e secundária, a começar pela sua origem, mesmo que metaforicamente, ela surge da costela do homem.
Sobre esta parte li uma frase bem interessante de ativistas dos direitos das mulheres, estava escrito em dos cartazes: “não vim da sua costela, mas você veio do meu útero”.
Outras passagens se dão no novo testamento, na qual elas são excluídas entre os apóstolos, os livros apócrifos na qual exaltavam e de certa forma colocavam as mulheres em posições mais destacadas foram simplesmente excluídos pelo alto comando da igreja católica ao longo da história.
Lembramos também que na área científica e acadêmica elas não tiveram chance, foram excluídas. O que restaram então? Comandar os lares, (não que isto seja pouco), mas merecem mais, merecem decidir sobre a sua vida e sobre o seu corpo.
Desta forma percebemos o quanto a História e o conhecimento humano esteve atrelado ao homem. Afinal eles simplesmente dominavam e ainda dominam a ciência, a cultura e o poder.
Mas como foi dito antes, este domínio foi avassalador até metade do século XX, após a década de 1960 com as conquistas dos movimentos feministas elas passaram a ter voz ativa, principalmente após a invenção da pílula anticoncepcional, afinal agora poderiam ter prazer sexual sem ter a obrigação de procriar.
Hoje percebemos o quanto elas estão conquistando o espaço, que já deveriam ser delas a milhares de anos. Elas estão mesmo de forma minoritária, mas de certa forma importante e contínua conquistando poderes no alto comando político no mundo, nas presidência de  grandes corporações econômicas, nas academias, no alto escalão das forças armadas e em profissões que secularmente foram destinadas aos homens, podemos ter esperanças de que elas podem avançar ainda mais.
Então, neste 08 de março, podemos refletir sobre as lutas, suas glórias e seus sofrimentos para conseguirem alcançar direitos iguais e principalmente liberdade.
Ainda falta muito, conquistas como aumentar o percentual mínimo de políticos do sexo feminino, a descriminalização e legalização do aborto, a diminuição da violência masculina sobre a mulher, a diminuição da objetivação do corpo feminino, os direitos de poderem trabalhar e serem mães, a conscientização masculina na divisão de tarefas domésticas, a quebra do mito da fragilidade, enfim a luta ainda é longa e difícil.

"Não acredito que existam qualidades, valores, modos de vida especificamente femininos: seria admitir a existência de uma natureza feminina, quer dizer, aderir a um mito inventado pelos homens para prender as mulheres na sua condição de oprimidas. Não se trata para a mulher de se afirmar como mulher, mas de tornarem-se seres humanos na sua integridade." Simone de Beauvoir