terça-feira, 12 de julho de 2016
quarta-feira, 6 de julho de 2016
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
“Redes sociais deram voz a legião de imbecis” Umberto Eco
Com o avanço das novas tecnologias de comunicação (internet, celular, redes sociais, TV a cabo entre outras) percebemos o avanço de uma multidão de pessoas que antes no máximo comentavam suas opiniões em rodas de amigos mesmo assim após alguns goles e que agora simplesmente enchem as redes sociais com mensagem, imagens e videos curtos, como se fosse uma propaganda rápida que vemos em outdoors.
A internet e os avanços de comunicação são as maiores conquistas do progresso e também social que homem poderia ter, afinal hoje quase todos podem acessar praticamente quase tudo em questão de informação e comunicação, estamos numa quase democracia da informação e comunicação. Mas como praticamente quase tudo na vida, também tem o lado negativo, se antes buscávamos informações em bibliotecas, livrarias ou em coleções de livros, hoje com apenas alguns clicks temos acesso a quase tudo praticamente pronto, não filtramos o que é verdade ou somos atentados a pegar somente aquilo que justifique nossas opiniões e com isto não há conteúdo, somos totalmente parciais, as opiniões se transformam em apenas embalagem sem conteúdo. E o pior é que todos aqueles imbecis que antes vomitavam suas asneiras em bares ou grupos de família, colocando suas idéias sem fundamentos para alguns poucos, agora alcançam milhares e até milhões de devotos, seus pré-conceitos, seu ódio e sua forma de vida medíocre acabam reverberando com maior intensidade, são inúmeros comentários sem qualquer compromisso com a verdade, com o respeito ao outro, com a paz ou simplesmente com o respeito a nossa inteligência, o pior é que há uma multidão muito maior de seguidores formando uma verdadeira rede de comentários e respostas que demonstram a total falta de nexo com a realidade.
Sou defensor número um da liberdade de expressão, desde que seja com responsabilidade, não sou a favor de nenhum tipo de censura, mas sou a favor de que sejamos julgados pela lei por qualquer comentário que cause ofensas e prejuízos aos outros. Uma forma de filtrarmos estas imbecilidades que inundaram a internet é sempre pesquisar fontes realmente confiáveis, ler e interagir sobre os assuntos que te interessam, não ficar com opinião superficial, mas buscar em biografias confiáveis, opiniões de intelectuais ou assistir programas ou vídeos de debates sobre determinado assunto.
segunda-feira, 18 de maio de 2015
A vida como ela é ou a vida que queremos aparentar ter?
Vivemos numa sociedade em que somos a todo momento avaliados.
Somos avaliados por todos e por tudo. Somos avaliados pelas nossas opções:
religiosas, sexuais, músicais, as roupas, a linguagem, o que comemos, com quem
conversamos, o nosso modo de andar, de falar, de agir, de cumprimentar, de
questionar, de cantar, o curso que vamos fazer, as pessoas que formam nossos ciclos de amizade, nossas ações, nossa casa, nosso carro, nossos filhos ... enfim, tudo passa pelo crivo do outro.
A vida que levamos é uma vida autêntica ou somos guiados pelo outro? Vivemos com a liberdade que temos ou somos escravos da sociedade em que estamos? Somos donos do nosso nariz (como diz o ditado) ou simplesmente seguimos como uma manada a maioria? Acreditamos naquilo que realmente achamos certo ou buscamos aprovação de um certo grupo para continuarmos no caminho menos pedregoso? Lemos, assistimos e divertimos nos locais e com as pessoas que realmente temos certa afinidade ou simplesmente seguimos o protocolo? Questões polêmicas como legalização do aborto, legalização da maconha, legalização da eutanasia, casamento homoafetivo entre outros assuntos, discutimos com argumentos construidos pela nossa história ou somos levados por opniões de um grupo de comunicação dominante? Escutamos a opinião divergente ou ficamos confinados em um grupo que nos apoia? Enfim o que realmente somos ou achamos que somos?
A vida que levamos é uma vida autêntica ou somos guiados pelo outro? Vivemos com a liberdade que temos ou somos escravos da sociedade em que estamos? Somos donos do nosso nariz (como diz o ditado) ou simplesmente seguimos como uma manada a maioria? Acreditamos naquilo que realmente achamos certo ou buscamos aprovação de um certo grupo para continuarmos no caminho menos pedregoso? Lemos, assistimos e divertimos nos locais e com as pessoas que realmente temos certa afinidade ou simplesmente seguimos o protocolo? Questões polêmicas como legalização do aborto, legalização da maconha, legalização da eutanasia, casamento homoafetivo entre outros assuntos, discutimos com argumentos construidos pela nossa história ou somos levados por opniões de um grupo de comunicação dominante? Escutamos a opinião divergente ou ficamos confinados em um grupo que nos apoia? Enfim o que realmente somos ou achamos que somos?
Uma coisa é certa, é bem mais fácil nadar
conforme a correnteza, ficar na superficialidade é menos traumático, não
desgasta, nem precisa dedicação e tempo de estudos para debater.
Vivemos numa sociedade do espetáculo,
somos pressionados a seguir a boiada, mesmo que o fim seja o matadouro.
Mas voltando no título: A vida como ela é
ou a vida que queremos aparentar ter? Prefiro viver autenticamente, sem
mascaras ou hipocrisias, sem preconceitos, sem mentiras, com posições firmes,
sem ficar em cima do muro, mesmo que o meu posicionamento me leve por momentos
de constrangimentos ou complicações. A vida é melhor quando a vivemos na sua
plenitude, sem ser obrigado a dar explicações a opinião alheia. O que importa é
o que penso, o que sinto, o que gosto, o que faço, os outros são apenas os
outros. Lembro do filme Formiguinha Z, quando a formiga operária Z vê todo o
formigueiro dançando de um forma metodica, disciplinada e ordenada, quando ela
questiona que não gostava daquele geito de dançar e começou a dançar de forma
diferente. Assim é a
vida que levamos, temos a opção de sermos um integrante do grupo, obediente ao
sistema, as normas, as leis, a moral, a religião, a opnião pública ou
simplesmente vivermos as nossas vidas com liberdade e principalmente com
responsabilidade.
sábado, 14 de março de 2015
"Prefiro ser escravo de uma democracia solitária do que de uma ditadura disfarçada" Caio Rossan
Para todos os imbecis, idiotas e com o QI baixo que apoiam a volta da ditadura militar ou o rompimento da democracia, saibam ao menos um pouco de nossa História, afinal a última ditadura no Brasil teve 21 anos de duração e terminou em 1985. Saibam também que uma ditadura sendo ela militar ou civil sufocam a diversidade e liberdade.
Lembro-lhes que nas ditaduras no Mundo atual, um dos principais meios utilizado e a censura em todos os meios de comunicação e internet, esta mesma internet em que muitos estão apoiando este tipo de regime.
"Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova."
Mahatma Gandhi
As fotos abaixo é para não esquecermos o que uma ditadura poderá fazer com aqueles que divergem do governo.
Lembro-lhes que nas ditaduras no Mundo atual, um dos principais meios utilizado e a censura em todos os meios de comunicação e internet, esta mesma internet em que muitos estão apoiando este tipo de regime.
"Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova."
Mahatma Gandhi
As fotos abaixo é para não esquecermos o que uma ditadura poderá fazer com aqueles que divergem do governo.
domingo, 8 de março de 2015
Uma crise política, econômica e principalmente um teste de nossa democracia
O Brasil está passando por um momento de grande turbulência econômica e política. O governo da presidente Dilma cometeu graves erros econômicos e políticos ao longo de seus 4 anos do primeiro mandato. O ministro da fazenda Mantega não soube contornar a falta de crescimento econômico de nossa economia, utilizou dinheiro público para financiar gastos com o setor elétrico, não repassou os aumentos dos subsidio do petróleo para as bombas, não economizou e principalmente não ouviu os grandes economistas no que se refere a receitas, mesmo que amargas, para retomar a economia. Isto tudo se deve a manutenção do poder, o objetivo principal foi se reeleger. Foi reeleita e agora sim foi buscar em um economista ortodoxo uma receita muito pior do que poderia ter feito ao longo de seu primeiro mandato, não precisaria cortar direitos trabalhistas fundamentais caso estivesse economizado e previsto esta crise, afinal todos sabiam que em algum momento o Brasil iria sofrer este problema. Mesmo que alguns itens bem pontuais devem ser verificados e revistos, mas não para obter receitas de emergência. Na questão política, a presidente demonstrou falta de experiência na "arte de fazer política", coisa que tão bem faz o ex-presidente Lula, ela se distanciou de seu principal cabo eleitoral o próprio Lula e do seu partido o PT, além de se afastar do principal partido aliado o PMDB, inclusive deixando de lado o seu vice Michel Temer.
Agora com a crise da Petrobrás , com a rebeldia de sua base aliada, de sua pouca popularidade e da crise econômica, além do afastamento de setores civis que sempre apoiaram o PT, a palavra impeachment está sendo utilizado principalmente pela oposição e por grupos da direita conservadora que se alastra pelas redes sociais.
Mesmo com todos os problemas citados acima, mesmo com o ódio que está se alastrando nas redes sociais e em grupos da direita e da extrema direita, não podemos cair no "canto da sereia" e colocar em questionamento nossa estrutura democrática que está jovem, porém de certa forma fortalecida. O direito a liberdade de expressão está garantido, porém ao tentarmos retirar do poder um presidente da república simplesmente por que não concordamos, ou por que queriamos outro candidato só demonstra o quanto a população que apoia o impeachment não conhece de política e muito menos de História. Afinal, isto tem um nome, chama-se Golpe, são facistas que querem o poder a todo custo, sem levar em consideração o que a maioria decidiu. Claro que buscarão, como sempre fizeram, argumentos sem nexo para justificar esta atitude. Um exemplo que ficou marcado na nossa história foi o impeachment do presidente Collor, que após ser destituído do poder o STF o inocentou, o que o derrubou foi falta de apoio político, a população foi levada por setores conservadores do congresso da grande mídia a irem as ruas para questionar seu mandato, muitos que protestavam não tinham a mínima noção do que estava acontecendo, foram simplesmente levados como uma manada que segue o percurso sem saber onde estariam indo.
O congresso está repleto de pessoas que buscam tirar proveito pessoal com toda esta crise, um golpe de estado com a falsa impressão de legitimidade colocará em cheque toda as conquistas que obtivemos ao longo destes 30 anos após a ditadura militar.
Afinal de contas a presidente Dilma foi eleita pela maioria, a oposição perdeu. Só que eles não estão aceitando a derrota. Parece até campeonato na qual após a derrota, buscam ganhar no tapetão.
Até a data de hoje (não sabemos o que virá nos desdobramentos da operação Lava Jato) não há nenhum argumento ou prova que possa colocar em cheque o mandato da presidente da República.
O ódio que tenho observado nos últimos meses é de uma parte da população que não aceita os avanços sociais que foram conseguidos ao longo de 12 anos de governo de esquerda. Queiram ou não, o Brasil saiu de uma posição vergonhosa com relação a pobreza e se tornou destaque no mundo inteiro com o seu (com críticas) programa de distribuição de renda e valorização do salário mínimo, não foi atoa que o governo ganhou de forma esmagadora no Nordeste a eleição. Alguns dirão que é esmola, eu digo que somente aquele que passou fome sabe o que é ter a certeza que irá se alimentar. E a população vota de acordo com o que acontece no seu dia a dia, um exemplo e como os aumentos nas contas de luz e na gasolina, além do aumento do preço dos alimentos tem ocasionado reclamações e uma queda consideravel na popularidade do governo.
Volto a repetir, o impeachment neste momento só interessa aqueles ligados ao poder que irá se beneficar diretamente e o restante que apoiam não tem o menor conhecimento da palavra Democracia e liberdade, além de demonstrar a total falta de conhecimento do que é uma ditadura.
"Quando o passado não ilumina o futuro, o espírito vive em trevas."
Alexis de Tocqueville
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