domingo, 13 de novembro de 2016

O nascimento, a triste realidade do existir

"Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes."Shakespeare 
"Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar."  Nietzsche  Resultado de imagem para filosofio

saber viver


 "Antes, a questão era descobrir se a vida precisava de ter algum significado para ser vivida. Agora, ao contrário, ficou evidente que ela será vivida melhor se não tiver significado."Albert Camus  Foto: #SIMPLESASSIM 

Não tem sentido ter muitos dias de vida se não tiver vida em nossos dias.

Rosi Coelho
Enquanto houver sol 

Racismo

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''Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar''.
Nelson Mandela

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

“Redes sociais deram voz a legião de imbecis” Umberto Eco

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Com o avanço das novas tecnologias de comunicação (internet, celular, redes sociais, TV a cabo entre outras) percebemos o avanço de uma multidão de pessoas que antes no máximo comentavam suas opiniões em rodas de amigos mesmo assim após alguns goles e que agora simplesmente enchem as redes sociais com mensagem, imagens e videos curtos, como se fosse uma propaganda rápida que vemos em outdoors. 
A internet e os avanços de comunicação são as maiores conquistas do progresso e também social que homem poderia ter, afinal hoje quase todos podem acessar praticamente quase tudo em questão de informação e comunicação, estamos numa quase democracia da informação e comunicação. Mas como praticamente quase tudo na vida, também tem o lado negativo, se antes buscávamos informações em bibliotecas, livrarias ou em coleções de livros, hoje com apenas alguns clicks temos acesso a quase tudo praticamente pronto, não filtramos o que é verdade ou somos atentados a pegar somente aquilo que justifique nossas opiniões e com isto não há conteúdo, somos totalmente parciais, as opiniões se transformam em apenas embalagem sem conteúdo. E o pior é que todos aqueles imbecis que antes vomitavam suas asneiras em bares ou grupos de família, colocando suas idéias sem fundamentos para alguns poucos, agora alcançam milhares e até milhões de devotos, seus pré-conceitos, seu ódio e sua forma de vida medíocre acabam reverberando com maior intensidade, são inúmeros comentários sem qualquer compromisso com a verdade, com o respeito ao outro, com a paz ou simplesmente com o respeito a nossa inteligência, o pior é que há uma multidão muito maior de seguidores formando uma verdadeira rede de comentários e respostas que demonstram a total falta de nexo com a realidade.
Sou defensor número um  da liberdade de expressão, desde que seja com responsabilidade, não sou a favor de nenhum tipo de censura, mas sou a favor de que sejamos julgados pela lei por qualquer comentário que cause ofensas e prejuízos aos outros. Uma forma de filtrarmos estas imbecilidades que inundaram a internet é sempre pesquisar fontes realmente confiáveis, ler e interagir sobre os assuntos que te interessam, não ficar com opinião superficial, mas buscar em biografias confiáveis, opiniões de intelectuais ou assistir programas ou vídeos de debates sobre determinado assunto.


segunda-feira, 18 de maio de 2015

A vida como ela é ou a vida que queremos aparentar ter?



Vivemos numa sociedade em que somos a todo momento avaliados. Somos avaliados por todos e  por tudo. Somos avaliados pelas nossas opções: religiosas, sexuais, músicais, as roupas, a linguagem, o que comemos, com quem conversamos, o nosso modo de andar, de falar, de agir, de cumprimentar, de questionar, de cantar, o curso que vamos fazer, as pessoas que formam nossos ciclos de amizade, nossas ações, nossa casa, nosso carro, nossos filhos ... enfim, tudo passa pelo crivo do outro.
A vida que levamos é uma vida autêntica ou somos guiados pelo outro? Vivemos com a liberdade que temos ou somos escravos da sociedade em que estamos? Somos donos do nosso nariz (como diz o ditado) ou simplesmente seguimos como uma manada a maioria? Acreditamos naquilo que realmente achamos certo ou buscamos aprovação de um certo grupo para continuarmos no caminho menos pedregoso? Lemos, assistimos e divertimos nos locais e com as pessoas que realmente temos certa afinidade ou simplesmente seguimos o protocolo? Questões polêmicas como legalização do aborto, legalização da maconha, legalização da eutanasia, casamento homoafetivo entre outros assuntos, discutimos com argumentos construidos pela nossa história ou somos levados por opniões de um grupo de comunicação dominante? Escutamos a opinião divergente ou ficamos confinados em um grupo que nos apoia? Enfim o que realmente somos ou achamos que somos?
Uma coisa é certa, é bem mais fácil nadar conforme a correnteza, ficar na superficialidade é menos traumático, não desgasta, nem precisa dedicação e tempo de estudos para debater.
Vivemos numa sociedade do espetáculo, somos pressionados a seguir a boiada, mesmo que o fim seja o matadouro.
Mas voltando no título: A vida como ela é ou a vida que queremos aparentar ter? Prefiro viver autenticamente, sem mascaras ou hipocrisias, sem preconceitos, sem mentiras, com posições firmes, sem ficar em cima do muro, mesmo que o meu posicionamento me leve por momentos de constrangimentos ou complicações. A vida é melhor quando a vivemos na sua plenitude, sem ser obrigado a dar explicações a opinião alheia. O que importa é o que penso, o que sinto, o que gosto, o que faço, os outros são apenas os outros. Lembro do filme Formiguinha Z, quando a formiga operária Z vê todo o formigueiro dançando de um forma metodica, disciplinada e ordenada, quando ela questiona que não gostava daquele geito de dançar e começou a dançar de forma diferente. Assim é a vida que levamos, temos a opção de sermos um integrante do grupo, obediente ao sistema, as normas, as leis, a moral,  a religião, a opnião pública ou simplesmente vivermos as nossas vidas com liberdade e principalmente com responsabilidade.

sábado, 14 de março de 2015

"Prefiro ser escravo de uma democracia solitária do que de uma ditadura disfarçada" Caio Rossan

Para todos os imbecis, idiotas e com o QI baixo que apoiam a volta da ditadura militar ou o rompimento da democracia, saibam ao menos um pouco de nossa História, afinal a última ditadura no Brasil teve 21 anos de duração e terminou em 1985. Saibam também que uma ditadura sendo ela militar ou civil sufocam a diversidade e liberdade.
Lembro-lhes que nas ditaduras no Mundo atual, um dos principais meios utilizado e a censura em todos os meios de comunicação e internet, esta mesma internet em que muitos estão apoiando este tipo de regime.
"Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova."
Mahatma Gandhi

As fotos abaixo é para não esquecermos o que uma ditadura poderá fazer com aqueles que divergem do governo.













domingo, 8 de março de 2015

Uma crise política, econômica e principalmente um teste de nossa democracia


O Brasil está passando por um momento de grande turbulência econômica e política. O governo da presidente Dilma cometeu graves erros econômicos e políticos ao longo de seus 4 anos do primeiro mandato. O ministro da fazenda Mantega não soube contornar a falta de crescimento econômico de nossa economia, utilizou dinheiro público para financiar gastos com o setor elétrico, não repassou os aumentos dos subsidio do petróleo para as bombas, não economizou e principalmente não ouviu os grandes economistas no que se refere a receitas, mesmo que amargas, para retomar a economia. Isto tudo se deve a manutenção do poder, o objetivo principal foi se reeleger. Foi reeleita e agora sim foi buscar em um economista ortodoxo uma receita muito pior do que poderia ter feito ao longo de seu primeiro mandato, não precisaria cortar direitos trabalhistas fundamentais caso estivesse economizado e previsto esta crise, afinal todos sabiam que em algum momento o Brasil iria sofrer este problema. Mesmo que alguns itens bem pontuais devem ser verificados e revistos, mas não para obter receitas de emergência. Na questão política, a presidente demonstrou falta de experiência na "arte de fazer política", coisa que tão bem faz o ex-presidente Lula, ela se distanciou de seu principal cabo eleitoral o próprio Lula e do seu partido o PT, além de se afastar do principal partido aliado o PMDB, inclusive deixando de lado o seu vice Michel Temer.
Agora com a crise da Petrobrás , com a rebeldia de sua base aliada, de sua pouca popularidade e da crise econômica, além do afastamento de setores civis que sempre apoiaram o PT, a palavra impeachment está sendo utilizado principalmente pela oposição e por grupos da direita conservadora que se alastra pelas redes sociais.
Mesmo com todos os problemas citados acima, mesmo com o ódio que está se alastrando nas redes sociais e em grupos da direita e da extrema direita, não podemos cair no "canto da sereia" e colocar em questionamento nossa estrutura democrática que está jovem, porém de certa forma fortalecida. O direito a liberdade de expressão está garantido, porém ao tentarmos retirar do poder um presidente da república simplesmente por que não concordamos, ou por que queriamos outro candidato só demonstra o quanto a população que apoia o impeachment não conhece de política e muito menos de História. Afinal, isto tem um nome, chama-se Golpe, são facistas que querem o poder a todo custo, sem levar em consideração o que a maioria decidiu. Claro que buscarão, como sempre fizeram, argumentos sem nexo para justificar esta atitude. Um exemplo que ficou marcado na nossa história foi o impeachment do presidente Collor, que após ser destituído do poder o STF o inocentou, o que o derrubou foi falta de apoio político, a população foi levada por setores conservadores do congresso da grande mídia a irem as ruas para questionar seu mandato, muitos que protestavam não tinham a mínima noção do que estava acontecendo, foram simplesmente levados como uma manada que segue o percurso sem saber onde estariam indo.
O congresso está repleto de pessoas que buscam tirar proveito pessoal com toda esta crise, um golpe de estado com a falsa impressão de legitimidade colocará em cheque toda as conquistas que obtivemos ao longo destes 30 anos após a ditadura militar.
Afinal de contas a presidente Dilma foi eleita pela maioria, a oposição perdeu. Só que eles não estão aceitando a derrota. Parece até campeonato na qual após a derrota, buscam ganhar no tapetão.
Até a data de hoje (não sabemos o que virá nos desdobramentos da operação Lava Jato) não há nenhum argumento ou prova que possa colocar em cheque o mandato da presidente da República.
O ódio que tenho observado nos últimos meses é de uma parte da população que não aceita os avanços sociais que foram conseguidos ao longo de 12 anos de governo de esquerda. Queiram ou não, o Brasil saiu de uma posição vergonhosa com relação a pobreza e se tornou destaque no mundo inteiro com o seu (com críticas) programa de distribuição de renda e valorização do salário mínimo, não foi atoa que o governo ganhou de forma esmagadora no Nordeste a eleição. Alguns dirão que é esmola, eu digo que somente aquele que passou fome sabe o que é ter a certeza que irá se alimentar. E a população vota de acordo com o que acontece no seu dia a dia, um exemplo e como os aumentos nas contas de luz e na gasolina, além do aumento do preço dos alimentos tem ocasionado reclamações e uma queda consideravel na popularidade do governo.
Volto a repetir, o impeachment neste momento só interessa aqueles ligados ao poder que irá se beneficar diretamente e o restante que apoiam não tem o menor conhecimento da palavra Democracia e liberdade, além de demonstrar a total falta de conhecimento do que é uma ditadura.
"Quando o passado não ilumina o futuro, o espírito vive em trevas."
Alexis de Tocqueville

Dia internacional das mulheres, uma luta por direitos


"No dia 8 de março de 1857, em uma fábrica de tecidos de Nova York, operárias decidiram fazer greve para reivindicar melhores condições de trabalho, pois cumpriam jornada de 16 horas diárias. Elas também pediam equiparação salarial com os homens, que chegavam a ganhar três vezes mais exercendo a mesma função. A greve, porém, não foi bem sucedida. Como forma de represália, a polícia trancou as mulheres dentro da fábrica e ateou fogo. Mais de 100 delas morreram carbonizadas."http://www.jb.com.br/sociedade-aberta/noticias/2015/03/08/dia-internacional-da-mulher-a-luta-continua/
Devemos sempre lembrar desta data não simplesmente comemorando com abraços, beijos, presentes e homenagens, mas principalmente sobre questões e reflexões sobre as condições sociais, psicológicas e culturais destas mulheres ao longo da História e atualmente, buscando melhores caminhos que devem ser trilhados para o futuro próximo. Jamais excluindo-as de direitos e principalmente eliminar qualquer discriminação por questão de gênero.
Alguns fatos históricos merecem destaque: podemos perceber que até o meio do século XX, a mulher esteve sob a dominação masculina em quase todos os aspectos, sendo considerado um ser inferior e tendo papel secundário na sociedade e na família, como por exemplo a de cuidar da casa e dos filhos,  ficando a vida pública a cargo do homem. A nossa sociedade foi construída sob os pilares do machismo, do patriarcalismo e da submissão delas diante deles. Sendo totalmente excluídas das coisas básicas e fundamentais atualmente para a construção e formação humana, como a educação, o direito a liberdade de expressão, de votar e ser votada, direito de querer casar e com quem elas quiserem, direito de ter ou não filhos, direito de ir e vir, direito de se vestir da forma que acharem melhor, direito de se relacionar com pessoas do mesmo sexo, direito de escolher suas profissões, direito de ser candidata a qualquer cargo político ou privado, enfim elas foram “escravizadas” e dominadas pelo homem.
Apesar de todas as conquistas democráticas e de liberdade ao longo de nossa história, como as Revoluções Americana, Francesa, Inglesa, o Iluminismo entre outros tantos, podemos ver claramente o atraso dos avanços dos direitos das mulheres. A conquista do voto na Nova Zelândia aconteceu em 1893, na Austrália 1902, Finlândia 1906, na Noruega em 1913,  na Inglaterra 1918, no Brasil 1933 e na França (o berço do iluminismo e da racionalidade) somente em  1945, sem contar a Suíça 1971 e em pleno século XXI alguns países do oriente médio ainda negam este direto.
Na questão cultural e religiosa, vemos a exclusão nas principais religiões, em alguns ramos do islã elas não podem estudar, nem sair de seus lares com o rosto descoberto, não podem dirigir ou exercer várias profissões, em outras culturas são submetidas ainda criança a mutilação sexual (algumas culturas na áfrica os bebês temo clitóris cortado e a vagina costurada de forma que fique um orifícion do tamanho de um grão de feijão, quando são selecionadas para o casamento o homem utiliza uma lâmina para abrir a costura, a mutilação tem como objetivo tirar da mulher o prazer). No catolicismo elas tem papel secundário na condução da igreja, não podem ser ordenadas a nenhum cargo importante na Igreja. A Bíblia  cristã citam as mulheres de forma submissa e secundária, a começar pela sua origem, mesmo que metaforicamente, ela surge da costela do homem.
Sobre esta parte li uma frase bem interessante de ativistas dos direitos das mulheres, estava escrito em dos cartazes: “não vim da sua costela, mas você veio do meu útero”.
Outras passagens se dão no novo testamento, na qual elas são excluídas entre os apóstolos, os livros apócrifos na qual exaltavam e de certa forma colocavam as mulheres em posições mais destacadas foram simplesmente excluídos pelo alto comando da igreja católica ao longo da história.
Lembramos também que na área científica e acadêmica elas não tiveram chance, foram excluídas. O que restaram então? Comandar os lares, (não que isto seja pouco), mas merecem mais, merecem decidir sobre a sua vida e sobre o seu corpo.
Desta forma percebemos o quanto a História e o conhecimento humano esteve atrelado ao homem. Afinal eles simplesmente dominavam e ainda dominam a ciência, a cultura e o poder.
Mas como foi dito antes, este domínio foi avassalador até metade do século XX, após a década de 1960 com as conquistas dos movimentos feministas elas passaram a ter voz ativa, principalmente após a invenção da pílula anticoncepcional, afinal agora poderiam ter prazer sexual sem ter a obrigação de procriar.
Hoje percebemos o quanto elas estão conquistando o espaço, que já deveriam ser delas a milhares de anos. Elas estão mesmo de forma minoritária, mas de certa forma importante e contínua conquistando poderes no alto comando político no mundo, nas presidência de  grandes corporações econômicas, nas academias, no alto escalão das forças armadas e em profissões que secularmente foram destinadas aos homens, podemos ter esperanças de que elas podem avançar ainda mais.
Então, neste 08 de março, podemos refletir sobre as lutas, suas glórias e seus sofrimentos para conseguirem alcançar direitos iguais e principalmente liberdade.
Ainda falta muito, conquistas como aumentar o percentual mínimo de políticos do sexo feminino, a descriminalização e legalização do aborto, a diminuição da violência masculina sobre a mulher, a diminuição da objetivação do corpo feminino, os direitos de poderem trabalhar e serem mães, a conscientização masculina na divisão de tarefas domésticas, a quebra do mito da fragilidade, enfim a luta ainda é longa e difícil.

"Não acredito que existam qualidades, valores, modos de vida especificamente femininos: seria admitir a existência de uma natureza feminina, quer dizer, aderir a um mito inventado pelos homens para prender as mulheres na sua condição de oprimidas. Não se trata para a mulher de se afirmar como mulher, mas de tornarem-se seres humanos na sua integridade." Simone de Beauvoir

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Educação transformadora



A escola não pode ser analisada separadamente do contexto cultural, social e político da comunidade em que está inserida, pois interferem diretamente na educação do aluno. Cabe a ela ter certa ousadia para buscar transformar o pensamento de seus alunos e com isto romper com modelos ultrapassados e desacreditados por todos. É preciso que haja uma interação constante entre esta tríade: aluno, escola e comunidade. Todos os problemas que envolvem qualquer uma destas partes irão afetar diretamente no aprendizado do aluno. Qualquer projeto pedagógico deve levar em consideração estes grupos. Vejo nas escolas certo distanciamento entre estes elementos, não consigo perceber uma interação que realmente possa contribuir de forma marcante a educação destes alunos. Os pais não têm uma participação ativa na educação dos seus filhos, a comunidade não tem o compromisso com o todo. Vejo em muitos casos disputas e confrontos entre alunos, professores e comunidades que acabam desacreditando a educação dos alunos.
Para que haja uma profunda mudança desta realidade é fundamental que a escola passe a interagir mais com os alunos e comunidades. Criando canais de comunicação mais ativos, como debates, festas comemorativas com projetos culturais e artísticos. Passeios em locais educacionais, podendo ser na própria cidade, como praças, bibliotecas, museus, teatros e outros. Os livros educacionais são fundamentais para manter o currículo e as diretrizes da educação, porém cabe aos professores manter o conteúdo adaptado com a realidade local, podendo solicitar exemplos dos alunos e buscar através de conhecimentos dos pais uma forma de situar os alunos do conhecimento acadêmico com o popular. Podem-se solicitar entrevistas com os pais, como por exemplo: se a disciplina for história, como eram determinadas questões na juventude de seus pais, se for biologia, como se curavam determinadas doenças, se for sociologia como era determinada comportamentos entre outros.
Acho de extrema importância a interdisciplinaridade dos conteúdos, buscando colocar os alunos não como coadjuvantes do processo educacional, mas como atores principais. A educação deve se pautar na realidade de cada comunidade, devendo a escola ter uma visão mais audaciosa, como romper com métodos que buscam na decoreba uma forma de continuísmo do sistema educacional, cabe ao professor colocar os alunos de sua escola como protagonistas de sua história e de suas vidas.
“Educação não transforma o mundo.Educação muda as pessoas.Pessoas transformam o mundo” Paulo Freire

A educação no Brasil pede socorro



A escola não está preparando de forma adequada os jovens para a vida adulta, os currículos escolares são defasados e o método de ensino é ineficiente, os alunos passam pelos bancos da escola sem adquirir uma estrutura mental que possam encarar o mundo adulto de forma responsável e com ética.  O modelo educacional brasileiro é ultrapassado e os currículos não conseguem digerir as mudanças que ocorrem com velocidades infinitamente superiores. É preciso uma maior interação entre os educadores e comunidades para que estes alunos possam ter na escola uma formação que lhe garanta uma vida madura e uma preparação mais firme para seu crescimento pessoal e profissional. O corpo docente tem uma péssima formação, muito dos professores não tem curso superior, uma grande parte não está lecionando na disciplina que formou, alem disto a formação continuada é pouco valorizada, ou simplesmente ignorada pelo poder público, o excesso de carga horário devido a baixos salários fazem com que estes profissionais não se atualizem o necessário. Os pontos positivos da escola são o seu rompimento com parte da cultura familiar que reproduz valores que não contribuem para o crescimento intelectual e moral destes jovens. Vejo que mesmo com todas as dificuldades citados acima, ainda a escola é a melhor maneira de transformar os jovens, vejo como esperança maior a educação, sem ela nada poderia dar certo. Preconceitos, discriminação, intolerância, ódio, desrespeito são influenciados pela cultura em que estes jovens estão inseridos e a escola é uma instituição que consegue quebrar partes desta forma de viver. Precisamos de um engajamento político, cultural e social rumo uma transformação mais consistente da nossa educação.

Uma mudança essencial para o a educação brasileira seria uma reforma ampla do sistema educacional, seu currículo, formação de carreira e salários dos professores equiparando os salários destes profissionais com outros profissionais de mesmo nível superior, investimento na questão de escola integral, valorização de quem opta por seguir a carreira de professor,  entre outros, estas seriam mudanças a nível nacional de cunho político e de participação da sociedade civil. A nível local e de forma bem direta, os professores, alunos, a escola e comunidades devem interagir constantemente para efetuar levantamento de suas necessidades e colocar  o conteúdo disciplinar em interação com a vida destes alunos. Cabem as famílias com apoio da escola uma maior participação na vida escolar dos alunos. A escola não pode ser considerada uma solução para todos os problemas da sociedade, mas é fundamental que sem a escola nada conseguirá melhorar, o dia-a-dia entre alunos, escola e comunidades devem ser pautados numa agenda que busque a todo o momento uma melhora da educação dos alunos. A educação deve ultrapassar os muros da escola e ser estendida para o mundo social de todos.

sábado, 1 de novembro de 2014

O mito de país cordial é enterrado com atos de ódio a nordestinos e pobres


Durante as últimas 3 semanas o Brasil teve um período de grande transformação na sua vida política, não me refiro aos candidatos, mas sim a população. O embate acirrado entre Dilma e Aécio para o cargo de presidente da República fez com que o brasileiro tomasse posição política e ideológica, a maioria que encontrava-se numa posição confortável de certo anonimato passou a defender e de certa forma mostrar o que apoiam e qual sua posição ideológica. Os ataques pessoais e os históricos dos candidatos e partidos foram expostos na melhor e pior maneira, Pelos números esta foi a eleição presidencial mais apertada desde 1989, mas o que mais me chamou atenção foram os "enfrentamentos" ideológicos das pessoas, principalmente nas redes sociais, vi coisas que somente presenciava no nosso futebol, finalmente posso dizer que o brasileiro além de discutir futebol, passou a discutir política, talvez seja passageiro, mas desde as manifestações de junho/13 o nosso país está mais politizado, mais interessado por questões sociais e nacionais . 
Nesse período vi emergir do subterrâneo a verdadeira face de boa parte de nossa sociedade preconceituosa, discriminatória e com um ódio que estampa a face de muitos. Os nordestinos e pobres foram as vítimas mais perseguidas, foram quebrados em cheio aquele ditado de que somos um país cordial e que vivemos sem discriminação. Nossa sociedade tem muita gente boa, mas infelizmente tem uma grande quantidade que se for provocada colocam todo o seu ódio sobre os grupos minoritários. Isto é muito perigoso, a história já nos mostrou coisas perplexas como o holocausto, em que atitudes de ódio foram instigadas e milhões de judeus que passaram a ser bode expiatório foram mortos com a ajuda direta e indireta da população, muitos ajudaram com a conivência dos massacres e simplesmente não fizeram nada. 
Em vários eventos (mesmo sendo de um público pequeno) estão pedindo o impeachment da presidente Dilma e a volta dos militares, pensamentos da extrema direita com alto teor de ódio podem influenciar e até criar uma desestabilização de nossa sociedade e da nossa democracia. Já tivemos momentos de ditaduras no nosso país, aqueles que tem um pouco de inteligência não apoiariam estes dementes que buscam os seus interesses a todo custo. São estes mesmos indivíduos que criaram momentos de vergonha no nosso país diante de todo o mundo, ao xingar a sua autoridade máxima num estádio de futebol, demostrando toda sua falta de respeito com um ser humano e com a nossa República, uma parte da população que encontra-se numa posição financeira boa e que está pouco se lixando para o restante da população. Ao criticarem os programas de transferência de renda como o Bolsa Família (Ganhador do I Prêmio para Desempenho Extraordinário em Seguridade Social Award for Outstanding Achievement in Social Security. A premiação foi anunciada pela Associação Internacional de Seguridade Social (em inglês, ISSA) para o governo brasileiro, em reconhecimento ao sucesso no combate à pobreza e na promoção dos direitos sociais da população mais vulnerável do Brasil. A ISSA é a principal organização internacional voltada à promoção e ao desenvolvimento da seguridade social no mundo, atuando na produção de conhecimento sobre o tema e no apoio aos países para a constituição e aprimoramento de seus sistemas de proteção social.  http://www.otempo.com.br/capa/brasil/brasil-recebe-pr%C3%AAmio-internacional-pelo-programa-bolsa-fam%C3%ADlia-1.729239), as obras de transposição do São Francisco (a seca é considerado por muitos como o fator que gera a pobreza do nordeste, porém após 500 anos há uma esperança desta realidade ser alterada, afinal este projeto busca colocar rios artificiais em locais que antes não tinham), bolsas de estudos como o PROUNI  ou o programa Mais Médicos que busca levar 15 mil médicos nas regiões que foram deixados a merce da própria sorte, a pergunta que eu faço é a seguinte: estas pessoas que criticam estes programas passam fome, sede, não tem médicos a sua disposição, não  conseguiram um estudo descente ou simplesmente estão criticando estes programas que estão tirando uma parcela enorme do povo brasileiro da miséria, da fome, do analfabetismo e da mortalidade infantil, simplesmente por que não aceitam que esta parcela da população esteja tendo um tratamento que antes era exclusivo da elite brasileira? Quem deve responder se estes programas está realmente surtindo efeito são todos os que estão sendo beneficiados, afinal é a vida destas pessoas que estão mudando (claro que sempre há uma parcela que se aproveita mesmo sem precisar e buscam nestes programas tirar vantagem pessoal). Os números estão aí, o Brasil é hoje exemplo mundial de combate a fome em uma década reduziu de 10,7 para 1,7% o número de desnutridos, em 2002 o país tinha 19 milhões de subnutridos home tem 3,4 milhões, esta redução foi tão impactante que o país ganhou o estatus um exemplo na política de redução da pobreza pelo Fundo das Naçoes Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Devemos vigiar e estar atentos com estas manifestações de impeachment pois lembremos que somos um país democrata e a presidente Dilma foi eleita legitimamente pela maioria da população brasileira. A oposição tem que saber perder e reconhecer que a vitória de Dilma reflete o interesse da maioria da população por manter o governo atual. O que deve fazer a oposição é o que todos esperam, fiscalizar e debater questões de interesse da nação. Não sejam egoístas a ponto de que os interesses pessoais ultrapassem o interesse de todo o país. 

domingo, 17 de agosto de 2014

A invasão de privacidade




Há uns 20 anos atrás para sabermos sobre uma determinada pessoa, teriamos que efetuar uma investigação minuciosa, buscando através talvez do lixo deste indivíduo fontes como o que ele alimenta, qual seus hábitos de leitura entre outros, ou talvez por fofocas, porém eram informações imprecisas. Tinhamos de certo modo uma privacidade, podíamos viver uma vida dupla, sendo por exemplo um excelente profissional com uma atuação exemplar e ter uma vida boêmia agitada, não que isto seja errado, mas podíamos viver sem que os outros questionassem o que é certo ou errado, tinhamos nossa intimidade preservada. Podíamos viver um amor platônico sem que outros soubessem ou interferissem, podíamos ter amantes sem que os outros desconfiassem, podíamos ter namoros e relacionamentos curtos ou duradouros que talvez uns poucos ficassem sabendo, podíamos viajar sem dar satisfação, podíamos ficar doente sem que muitos fizessem um estardalhaço como se estivessemos morrendo, poderíamos dar nossos vacilos e pagar micos sem que milhões ficassem sabendo, podíamos ter novos empregos sem que milhares estivessem apenas incentivando ou invejando, podíamos ter nossas loucuras de adolescentes sem correr o risco de aparecer para todos no dia seguinte, podíamos ter uma vida anônima, discreta e privada.
Hoje com a febre na qual se tornou os meios de comunicação e as redes sociais somos bombardeados com informações inuteis da vida privada de milhões de pessoas, muitos colocam praticamente tudo nas redes sociais, não precisamos mais do que uns cliques para saber quase tudo destas pessoas: o que gostam de fazer, o seu emprego, o estado civil, o que se alimentam, o que leem, onde viajam, quantos anos, quantos filhos, namorada/o, se tem cachorro enfim um verdadeiro mar de informações.
Os realty shows na qual milhões criticam e que milhões estão vivendo como se estivessem trancafiados numa casa, na verdade estão trancafiados numa rede que todos revelam praticamente tudo sobre suas vidas. As empresas, o seguro, os planos de saúde, a polícia, o pai da namorada, os traficantes, os ladrões, os banqueiros, a igreja, a família, a esposa enfim todos passam a saber tudo sobre você.
Se você não conseguiu uma determinada promoção que estava esperando a  muito tempo talvez seja aquela postagem na qual você colocou em que estava bêbado numa madrugada de domingo, ou talvez sua casa foi roubada por que você quis divulgar para todos que estava viajando no fim de semana com toda a família, ou que o seu seguro subiu exorbitantemente pois afinal você pratica esportes radicais, ou quem sabe sua namorada terminou com você por que o pai dela viu que curte Rock. O filme "O Show de Truman" de 1998 dirigido por Peter Weir e escrito por Andrew Niccol conta a história de Truman (Jim Carrey) que tem toda sua vida acompanhada por milhares de câmeras desde seu nascimento, em todos os lugares, tudo que ele fazia era visto por milhões de pessoas, sua vida tinha virado um teatro.  Hoje percebo que vivenciamos uma vida na qual temos milhões de Trumans, porém diferente do personagem que não sabia que estava sendo visto por milhões, podemos e devemos saber que a nossa liberdade está sendo cerceada por todos estes meios de comunicações que julgamos muitas vezes sem muito valor. É claro e já escrevi em outro momento o quanto é importante estes novos meios de comunicação, porém devemos utilizar com responsabilidade e muita inteligência.
A divulgação dos documentos secretos da agência norte americana de inteligência, na qual o governo norte americano está constantemente acompanhando tudo aquilo que fazemos na internet é apenas uma amostra de como estamos sendo vigiados,  nossa privacidade está completamente quebrada sem qualquer cerimônia.
Não estou fazendo nenhuma apologia para que as pessoas passam a não utilizar estes meios de comunicação principalmente as redes sociais. Apenas sejamos bastante criteriosos ao expor suas vidas para milhões ou até bilhões de pessoas.